Aqui em Dublin a Mia não tem pediatra. O médico que a segue é de Portugal e, sempre que lá vamos, temos consulta. Até agora tem calhado tudo muito bem, pois vamos ao nosso país frequentemente. Aqui a Mia tem uma espécie de enfermeira de família, que, quanto a mim, funciona lindamente. Nas consultas com ela são avaliados todos os mesmos parâmetros que o pediatra avalia e mais alguns até. Se notar que algo não está dentro da normalidade aí a criança é encaminhada para o pediatra. Concordo com este sistema e a Margaret, enfermeira da Mia, é um amor, de uma sensibilidade que só visto. Mas vamos estão ao resumo da consulta:
* teste da audição - foi super engraçado e a Mia teve nota máxima
* peso - 7800kg
* comprimento - 70cm
* anca, coluna e pernas - sem problemas, tudo normal. Apoia-se muito bem nas pernocas
* alimentação - aqui na Irlanda, a alimentação das crianças/bebés é ligeiramente diferente da alimentação que damos aos nossos filhos; expliquei tudo o que fazia e a enfermeira disse que estava tudo óptimo, que posso começar a dar gema de ovo. O pediatra também já me deu carta verde para o fazer, mas vou esperar pelos 8 meses, que também não estão longe (God...); falei-lhe que a Mia ainda acorda de noite para o leitinho e, tal como o pediatra, disse para ir retirando aos poucos, que isso é um vicio e não fome e para lhe ir diluindo mais o leite, para lhe dar água em vez de leite. Ora se isto fosse há 2 semanas atrás eu diria nem pensar, mas, a Mia cada vez bebe menos leite de noite e acorda a chorar mas embalo-a um bocadinho e ela fica, portanto, acabou o leite de noite, salvo excepções que possam ocorrer. Explicou-me também que era importante habituar a Mia ao copinho (próprio para a idade), para ir retirando o biberon gradualmente
* chupeta - aconselhou a dar só mesmo quando necessário. Ora, é um item que eu e o pai nos temos descuidado um bocado; damos a chupeta vezes e tempo de mais durante o dia sem necessidade - apartir de hoje só mesmo para dormir ou acalma-lá
* vacinação - falamos, claro está, da vacina da gripe A; disse-me que, como enfermeira, era obrigação dela aconselhar a vacina. Como mãe e pessoa, devido ao contacto que teve com bebés pequeninos com gripe, que aconselhava para a prevenir, mas que compreendia perfeitamente as incertezas, a ambiguidade que a vacina está a provocar e compreendeu quando expliquei que não queriamos vacinar a Mia. Disse que a decisão era realmente nossa, que a entendia perfeitamente e que ela provavelmente se estivesse no meu ligar faria o mesmo.
No fim da consulta disse-me " parabéns Maria, estás a fazer um excelente trabalho como mãe"! Pôs-me um sorriso muito grande na cara. É o maior elogio que me podem fazer.
Creme de espargos
Há 1 mês



